De Pueblos Indígenas en Brasil
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Esta parte está dedicada a los modos de vida de los pueblos indígenas e intenta mostrar tanto la diversidad entre los grupos mencionados cuanto los aspectos comunes que comparten entre sí.
 
Esta parte está dedicada a los modos de vida de los pueblos indígenas e intenta mostrar tanto la diversidad entre los grupos mencionados cuanto los aspectos comunes que comparten entre sí.
 
== Viviendas ==
 
<h3>El panorama de la diversidad</h3>
 
<div class="side-left"><htmltag tagname="a" href="http://img.socioambiental.org/d/286357-1/habi_panara.jpg" rel="lightbox[g2image]" title="Os Panará, como a grande maioria dos povos da família lingüística jê, vivem em aldeias circulares na divisa dos estados de Mato Grosso e Pará. As residências encontram-se situadas na periferia do círculo. No centro, espaço para atividades políticas e rituais, localiza-se a Casa dos Homens. Foto: André Villas-Bôas, 1999. "><htmltag tagname="img" width="180" height="180" src="http://img.socioambiental.org/d/286358-3/habi_panara.jpg?g2_GALLERYSID=TMP_SESSION_ID_DI_NOISSES_PMT" alt="habi_panara" title="Os Panará, como a grande maioria dos povos da família lingüística jê, vivem em aldeias circulares na divisa dos estados de Mato Grosso e Pará. As residências encontram-se situadas na periferia do círculo. No centro, espaço para atividades políticas e ritu" /></htmltag></div>
 
 
Los panará, como la gran mayoría de los pueblos de la familia lingüística Jê, viven en aldeas circulares en el límite entre los estados de Mato Grosso y Pará. Las residencias se encuentran situadas en la periferia del círculo. En el centro, espacio para las actividades políticas y rituales, se localiza la Casa de los Hombres. '''Foto: André Villas-Bôas, 1999.'''
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
<div class="side-left"><htmltag tagname="a" href="http://img.socioambiental.org/d/286361-1/habi_kraho.jpg" rel="lightbox[g2image]" title="As aldeias dos Krahó (TO), povo da família lingüística jê, seguem o ideal timbira de disposição das casas ao longo de uma larga via circular, cada qual ligada por um caminho radial ao pátio central. Foto: Vincent Carelli, 1983."><htmltag tagname="img" width="180" height="180" src="http://img.socioambiental.org/d/286362-3/habi_kraho.jpg?g2_GALLERYSID=TMP_SESSION_ID_DI_NOISSES_PMT" alt="habi_kraho" title="As aldeias dos Krahó (TO), povo da família lingüística jê, seguem o ideal timbira de disposição das casas ao longo de uma larga via circular, cada qual ligada por um caminho radial ao pátio central. Foto: Vincent Carelli, 1983." /></htmltag></div>
 
 
Las aldeas de los krahô (estado de Tocantins), pueblo de la familia lingüística Jê, siguen el ideal timbira de disposición de las casas a lo largo de una larga vía circular, cada una ligada por un camino radial al patio central.
 
'''Foto: Vincent Carelli, 1983.'''
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
<div class="side-left"><htmltag tagname="a" href="http://img.socioambiental.org/d/286373-1/habi_gavi.jpg" rel="lightbox[g2image]" title="Os Gavião Parkatejê (PA) são falantes do timbira oriental (família jê). Esta é uma de suas aldeias, a Kaikotore. Composta de 33 casas de alvenaria dispostas em círculo, possui cerca de 200 metros de diâmetro. Há um largo caminho ao redor, em frente às casas e vários caminhos radiais que conduzem ao pátio central, onde se desenvolvem todas as atividades cerimoniais. Foto: Arquivo ISA,1984. "><htmltag tagname="img" width="180" height="180" src="http://img.socioambiental.org/d/286374-3/habi_gavi.jpg?g2_GALLERYSID=TMP_SESSION_ID_DI_NOISSES_PMT" alt="habi_gavi" title="Os Gavião Parkatejê (PA) são falantes do timbira oriental (família jê). Esta é uma de suas aldeias, a Kaikotore. Composta de 33 casas de alvenaria dispostas em círculo, possui cerca de 200 metros de diâmetro. Há um largo caminho ao redor, em frente às cas" /></htmltag></div>
 
 
Los gavião parkatêjê (estado de Pará) son hablantes del Timbira oriental (familia Jê). Esta es una de sus aldeas: la de Kaikotore. Compuesta por 33 casas de albañilería dispuestas en círculo, posee cerca de 200 metros de diámetro. Hay un largo camino que las rodea, en frente a las casas, e varios caminos radiales que conducen al patio central, donde se desarrollan todas las actividades ceremoniales.
 
'''Foto: Arquivo ISA, 1984.'''
 
 
 
 
 
 
 
 
 <htmltag tagname="a" href="http://img.socioambiental.org/d/286378-2/habi_xavan.jpg" rel="lightbox[g2image]" title="Kayapó, Cateté, 1965
 
René Fuerst">
 
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<div class="side-left"><htmltag tagname="a" title="P.I Areões. Foto: René Fuerst,1955." rel="lightbox[g2image]" href="http://img.socioambiental.org/d/286378-3/habi_xavan.jpg"><htmltag tagname="img" width="180" height="180" title="habi_xavan" alt="habi_xavan" src="http://img.socioambiental.org/d/286379-4/habi_xavan.jpg?g2_GALLERYSID=TMP_SESSION_ID_DI_NOISSES_PMT" /></htmltag></div>
 
 
En un gran sector de las actuales aldeas xavante (pueblo jê del este de Mato Grosso), las casas ya no siguen el patrón visible en la foto: unas combinan una base de albañilería y techo de paja, otras son enteramente de paja, aunque con paredes y techo separados. La preferencia por moradas de base circular, dispuestas conjuntamente en forma de “herradura” (un semicírculo de casas abierto hacia el curso de agua más cercano), sigue, sin embargo, vigente entre los xavante.
 
'''Foto: P.I. Areões, René Fuerst, 1955.'''
 
 
 
 
 
 
 
<div class="side-left"><htmltag tagname="a" href="http://img.socioambiental.org/d/286380-1/habi_marubo.jpg" rel="lightbox[g2image]" title="Entre os Marubo, grupo da família lingüística pano que habita o Vale do Javari (AM), a única construção habitada é a casa alongada, coberta de palha e de jarina da cumeeira ao chão, que se localiza no centro da aldeia. As construções que ficam ao redor, erguidas por pilotis, servem mais como depósitos e são de propriedade individual.
 
Foto: Delvair Montager, 1978."><htmltag tagname="img" width="180" height="180" src="http://img.socioambiental.org/d/286381-3/habi_marubo.jpg?g2_GALLERYSID=TMP_SESSION_ID_DI_NOISSES_PMT" alt="habi_marubo" title="Entre os Marubo, grupo da família lingüística pano que habita o Vale do Javari (AM), a única construção habitada é a casa alongada, coberta de palha e de jarina da cumeeira ao chão, que se localiza no centro da aldeia. As construções que ficam ao redor, e" /></htmltag></div>
 
 
Entre los marubo, grupo de la familia lingüística pano que reside en el Vale do Javari (estado de Amazonas), la única construcción habitada es la casa alargada cubierta de paja y de una especie de palmera que llega hasta el suelo. La vivienda se localiza en el centro de la aldea. Las construcciones que se ubican en derredor, erguidas con pilotes, sirven más como depósitos y son de propiedad individual. '''Foto: Delvair Montager, 1978.'''
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
<div class="side-left"><htmltag tagname="a" href="http://img.socioambiental.org/d/286384-1/habi_enawene.jpg" rel="lightbox[g2image]" title="Os Enawenê-Nawê (MT), grupo da família lingüística aruaque, vivem em aldeias formadas por grandes casas retangulares e uma casa circular, localizada mais ou menos no centro, onde ficam guardadas as suas flautas. No pátio central, são realizados diversos rituais e jogos. Foto: Ana Lange, 1979."><htmltag tagname="img" width="180" height="180" src="http://img.socioambiental.org/d/286385-3/habi_enawene.jpg?g2_GALLERYSID=TMP_SESSION_ID_DI_NOISSES_PMT" alt="habi_enawene" title="Os Enawenê-Nawê (MT), grupo da família lingüística aruaque, vivem em aldeias formadas por grandes casas retangulares e uma casa circular, localizada mais ou menos no centro, onde ficam guardadas as suas flautas. No pátio central, são realizados diversos r" /></htmltag></div>
 
 
Los enawenê-nawê (estado de Mato Grosso), grupo de la familia lingüística aruaque, viven en aldeas formadas por grandes casas rectangulares y una casa circular, localizada más o menos en el centro, donde están guardadas sus flautas. En el patio central, son realizados diversos rituales y juegos.
 
'''Foto: Ana Lange, 1979.'''
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
<div class="side-left"><htmltag tagname="a" href="http://img.socioambiental.org/d/286387-2/habi_yanoma.jpg" rel="lightbox[g2image]" title="Yanomami, Toototobi, 1961
 
Foto: René Fuerst"><htmltag tagname="img" width="180" height="180" src="http://img.socioambiental.org/d/286388-3/habi_yanoma.jpg?g2_GALLERYSID=TMP_SESSION_ID_DI_NOISSES_PMT" alt="habi_yanoma" title="Yanomami, Toototobi, 1961
 
Foto: René Fuerst" /></htmltag></div>
 
 
Los yanomami orientales y occidentales acostumbran vivir en una casa agregando varias familias, a la maloca Toototobi (estado de Amazonas). En ella se reúnen todos los miembros de la aldea, Este espacio es considerado como una entidad política y económica autónoma. '''Foto: René Fuerst, 1961.'''
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
<div class="side-left"><htmltag tagname="a" href="http://img.socioambiental.org/d/286389-1/habi_yanoma_2.jpg" rel="lightbox[g2image]" title="Aqui, uma habitação coletiva yanomami vista de seu interior. Foto: René Fuerst, 1961."><htmltag tagname="img" width="180" height="180" src="http://img.socioambiental.org/d/286390-3/habi_yanoma_2.jpg?g2_GALLERYSID=TMP_SESSION_ID_DI_NOISSES_PMT" alt="habi_yanoma_2" title="Aqui, uma habitação coletiva yanomami vista de seu interior. Foto: René Fuerst, 1961." /></htmltag></div>
 
 
En esta imagen, una casa colectiva yanomami vista desde su interior.''' Foto: René Fuerst, 1961.'''
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 <htmltag tagname="a" href="http://img.socioambiental.org/d/286391-1/habi_tiquie.jpg" rel="lightbox[g2image]" title="A maloca-museu São João, no rio Tiquié (AM), é um exemplo de como os chamados " índios="" floresta="" falantes="" línguas="" das="" famílias="" aruaque="" e="" região="" da="" bacia="" do="" alto="" rio="" costumavam="" viver.="" não="" é="" uma="" simples="" moradia="" um="" espaço="" fundamental="" para="" realização="" de="" a="" trajetória="" primordial="" dos="" antepassados="" míticos.="" foto:="" beto="">
 
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<div class="side-left"><htmltag tagname="a" title="A maloca-museu São João, no rio Tiquié (AM), é um exemplo de como os chamados índios da floresta, falantes de línguas das famílias aruaque e tukano, da região da bacia do alto rio Negro, costumavam viver. Não é uma simples moradia comunitária, mas, também, um espaço fundamental para a realização de cerimônias, a trajetória primordial dos antepassados míticos. Foto: Beto Ricardo, 1993." rel="lightbox[g2image]" href="http://img.socioambiental.org/d/286391-2/habi_tiquie.jpg"><htmltag tagname="img" width="180" height="180" title="A maloca-museu São João, no rio Tiquié (AM), é um exemplo de como os chamados índios da floresta, falantes de línguas das famílias aruaque e tukano, da região da bacia do alto rio Negro, costumavam viver. Não é uma simples moradia comunitária," alt="habi_tiquie" src="http://img.socioambiental.org/d/286392-7/habi_tiquie.jpg?g2_GALLERYSID=TMP_SESSION_ID_DI_NOISSES_PMT" /></htmltag></div>
 
 
La maloca museo São João, en el río Tiquié (estado de Amazonas), es un ejemplo de cómo los denominados “indios de la selva”, hablantes de las lenguas de las familias anuak y tucano, de la región de la cuenca del Alto Rio Negro, acostumbraban vivir. No es una simple vivienda comunitaria, sino también un espacio fundamental para la realización de las ceremonias, y para la trayectoria primordial de los antepasados míticos.
 
'''Foto: Beto Ricardo, 1993.'''
 
 
 
 
 
 
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<div class="side-left"><htmltag tagname="a" href="http://img.socioambiental.org/d/286393-1/habi_palikur.jpg" rel="lightbox[g2image]" title="Os Palikur (AP) também são da família aruaque. Suas aldeias são construídas voltadas para o rio. A maior delas, Kumenê, tem suas casas dispostas em duas ruas paralelas. Foto: Vincent Carelli, 1982."><htmltag tagname="img" width="180" height="180" src="http://img.socioambiental.org/d/286394-3/habi_palikur.jpg?g2_GALLERYSID=TMP_SESSION_ID_DI_NOISSES_PMT" alt="habi_palikur" title="Os Palikur (AP) também são da família aruaque. Suas aldeias são construídas voltadas para o rio. A maior delas, Kumenê, tem suas casas dispostas em duas ruas paralelas. Foto: Vincent Carelli, 1982." /></htmltag></div>
 
 
Los palikur (estado de Amapá), son también hablantes de una lengua de la familia anuak. Sus aldeas están construidas de cara al río. La mayor de ellas, Kumenê, tiene las residencias dispuestas en dos calles paralelas.''' Foto: Vincent Carelli, 1982.'''
 
  
 
== Los indios y el medio ambiente ==
 
== Los indios y el medio ambiente ==

Revisión del 16:21 9 feb 2018

Introducción

Al ser comparados con nuestra sociedad, los pueblos indígenas presentan características comunes. Sin embargo, cuando son mirados de cerca, se notan –más allá de las semejanzas-, muchas diferencias. Varían las culturas, las lenguas, las maneras de organización social y política, los rituales, las cosmologías, los mitos, las formas de expresión artística, las moradas, las formas de relacionarse con el ambiente en el que viven, etc.

Esta parte está dedicada a los modos de vida de los pueblos indígenas e intenta mostrar tanto la diversidad entre los grupos mencionados cuanto los aspectos comunes que comparten entre sí.

Los indios y el medio ambiente

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Foto: diversos autores, vea aqui         Aún siendo “naturalmente ecologistas”, se les debe reconocer a los pueblos indígenas el crédito histórico de haber manejado los recursos naturales con cierta levedad en el sentido de la intervención en la naturaleza circundante. Supieron aplicar estrategias en el uso de los recursos que, inclusive transformando de manera durable su ambiente, no alteraron los principios de funcionamiento y no pusieron en riesgo las condiciones de reproducción del medio.  

Diferentes concepciones de "naturaleza"

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Muchas veces nos vemos inclinados a pensar que las sociedades indígenas que viven en las selvas tropicales son pueblo aislados, impolutos, y que viven “en armonía” con el medio ambiente. La dificultad en comprender las concepciones y las prácticas indígenas relacionadas al “mundo natural” y la tendencia en aprisionar estos modos de vida extremamente complejos y elaborados en la imagen idealizada de una relación harmónica hombre-naturaleza son ejemplos de etnocentrismo.

La visión de los indios como hombres “naturales”, defensores innatos de la naturaleza, se deriva de una concepción de la naturaleza que es propia del mundo occidental moderno: la naturaleza como algo que debe permanecer intocable, ajeno a la acción humana. Pero lo que los pueblos indígenas tiene para decir acerca de este asunto es bien diferente.

Las concepciones indígenas de “naturaleza” varían bastante, en el sentido de que cada pueblo tiene una forma particular de concebir el medio ambiente y de comprender las relaciones que establece con el. Sin embargo, si hay algo común en todos ellos, es la idea de que el “mundo natural” es, antes que nada, una amplia red de interrelaciones entre agentes, sean ellos humanos o no humanos. Esto significa decir que los hombres están siempre interactuando con la “naturaleza” y que esta nunca es intocable. Los yanomami, por ejemplo, utilizan la palabra urihi para referirse a la “tierra selva”: entidad viva, dotada de un “soplo vital” y de un “principio de fertilidad” de origen mítico. Urihi es habitada y animada por espíritus diversos, entre ellos, los espíritus de los chamanes yanomami así como también sus guardianes.

La supervivencia de los hombres y la manutención de la vida en sociedad, en lo que se refiere –por ejemplo- a la obtención de los alimentos y a la protección contra las enfermedades, depende de las relaciones trabadas con esos espíritus de la selva. De esa manera, la naturaleza para los yanomami es un escenario del cual no se separa la intervención humana.

 

Socios en la preservación ambiental

A pesar de no ser “naturalmente ecologistas”, los indios tienen conciencia de su dependencia –no sólo física, sino sobre todo cosmológica- en relación al medio ambiente. En función de eso, desarrollaron maneras de manejo de los recursos naturales que han demostrado ser fundamentales para la preservación de la selva tropical en el Brasil.

Se trata de un hecho visible en las regiones donde la tala ha avanzado con mayor rapidez, como en los estados de Mato Grosso, Rondônia y el sur de Pará. En un relevamiento realizado por el Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-Instituto Nacional de Investigaciones Espaciales), por ejemplo, las Tierras Indígenas aparecen como verdaderos oasis forestales.

Es un hecho que muchos pueblos indígenas, como los suruí, los cinta-larga y los kayapó, se han vinculado activamente a formas predatorias de explotación de los recursos naturales en vigor actualmente en la Amazonía, estableciendo alianzas principalmente con empresas madereras. Sin embargo, es preciso reconocer que ellos lo realizaron sometidos a presiones concretas, continuas, ilegales y como socios menores de esos negocios.

Hoy, y en el futuro, es necesario procurar mecanismos para potenciar las oportunidades de los indios en el sentido de que consigan una ecuación favorable para el dominio de sus extensas tierras con una demografía escasa. Uno de esos mecanismos lo constituyen las todavía incipientes formas de articulación de proyectos indígenas con estrategias no indígenas del uso sustentable de recursos naturales, sean públicos o privados.

 

Panorama de la diversidad

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Vista aérea del puesto Diauarum: sabana y selva de transición (Alto Xingu – MT). Foto: Abril Imagens,1999.

 

 

 

 

 

 

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El retorno de una excursión de caza en la selva amazónica. (Araweté – estado de Pará).  Foto: Eduardo Viveiros de Castro, s/d.

 

 

 

 

 

 

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Vista de la aldea de Meruri, en la sabana (Bororo – estado de Mato Grosso). Foto: Luís Donisete B. Grupioni, s/d.

 

 

 

 

 

 

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Serra da Bodoquena: vegetación de sabana y bosque calcáreo (Kadiwéu – MS). Foto: Correio do Estado, s/d.

 

 

 

 

 

 

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Retornando de la roza entre la sabana y los campos inundados (Galibi Marworno – AP). Foto: Vincent Carelli, s/d.

 

 

 

 

 

 

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Aldea Rio Branco en Itanhaém: Selva Atlántica (Guarani – estado de São Paulo).  Foto: José Novaes, s/d.

Redes indígenas de relaciones

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Foto: Beto Ricardo, 2002         

Introducción

Las sociedades indígenas no se encuentran en un estado de total aislamiento. Eso significa decir que, antes de mantener relaciones con la sociedad brasileña, ellas siempre mantuvieron relaciones entre sí. En varias regiones y de diversas maneras, diferentes pueblos se interrelacionaban por medio de guerras, de intercambios de objetos, de casamientos, de invitaciones para fiestas, rituales, etc.

A pesar de haberse transformado con el tiempo, esas redes de relaciones no cesaron hasta la actualidad. Pueden comprender tanto como a un pequeño grupo de pueblos vecinos como extenderse por toda una región. En algunos casos, son redes de intercambio muy complejas en las cuales cada sociedad posee un papel especializado. En otras, las relaciones ocurren sólo de manera eventual.

 

Waiwai

Los waiwai, localizados en el norte de los estados de Pará y Roraima, mantuvieron siempre relaciones de naturaleza variada –matrimonial y comercial- con las poblaciones vecinas. Tanto que, en la actualidad, y luego del irritante contacto con los no indios, comenzaron a vivir con otros pueblos, entre los que se encuentran los katuena, los xereu y los hixkaryana. En las comunidades waiwai, a pesar de que todos se designan en ciertos momentos como waiwai, cada grupo no deja de marcar su diferencia acentuando, si es preciso, inclusive posiciones rivales.

 

Región de las Guyanas

La región de las Guyanas se localiza al extremo norte de América del Sur y comprende, además de Brasil, la Guyana Francesa, Surinam, Guyana (ex Guyana Inglesa) y parte de Venezuela. Esa región es conocida también como la “isla guyanesa”, dado que está circunscripta por los ríos Amazonas y Orinoco –ligados entre sí por el canal Casiquiare- y por el Océano Atlántico.

Una miríada de pueblos indígenas habita esta región, produciendo un mosaico de lenguas y culturas que se comunican por medio de redes de relaciones que se han mantenido a lo largo de los siglos, aun sufriendo bruscas transformaciones. Navegando en grandes canoas, las poblaciones de las guyanas del pasado atravesaban los ríos y los mares en expediciones guerreras, intercambiaban mercaderías, esposas, víveres y toda suerte de servicios rituales. Con la colonización europea y la drástica reducción de la población indígena en toda la Amazonía, esas redes fueron fragmentadas y redireccionadas dando la impresión de que los grupos que allí residen no pasan, en la actualidad, de ser la sombra de un pasado glorioso. Sin embargo, las poblaciones de lengua karib y anuak, los pequeños grupos tupi y los yanomami, entre tantos otros, mantienen vivas sus redes, incorporando, además de poblaciones indígenas, a los espíritus chamánicos y a todos los tipos de no indios que conforman sus universos.

 

Alto rio Negro

La región del Alto Rio Negro revela vastas redes de relaciones entre los diversos pueblos indígenas que la habitan. Comenzando por el hecho de que una de las regla en esas sociedades comporta que cada hombre tome en matrimonio a una mujer de otro grupo que, necesariamente, debe hablar una lengua diferente. De esta manera, los tucano, los arapaso, los desana, los tariana y los tuyuka, entre tantos otros, no pueden ser considerados grupos cerrados y si unidades siempre abiertas y dispuestas al intercambio.

Las relaciones entre los grupos del Alto Rio Negro no tienen simplemente un aspecto de alianza. Revelan también un complejo sistema jerárquico. Se casan entre sí aquellos que son considerados “indios del río”, por residir en regiones navegables, generalmente hablantes de lenguas pertenecientes a la familia tucano o anuak. A su vez, los indios hablantes de lengua maku (indios de la selva), que se ubican en las regiones interfluviales de la región, son relegados por estos a una posición marginal. Los “indios del río” no se casan con los maku y tampoco se avienen a aprender su lengua, alegando que estos no siguen los patrones correctos de residencia y se casan con personas que hablan la misma lengua, lo que les suena absurdo. Sin embargo, ambos mantienen relaciones constantes. Por ejemplo, los “indios del río” les suministran peces y mandioca a los maku recibiendo, a cambio, carne y servicios. 

 

Alto Xingu

A La región del Alto Xingu representa, en el territorio brasileño, el escenario de las más intensas redes de relaciones entre los diferentes pueblos indígenas, agrupando sociedades de lenguas jê, tupi, karib, anuak y trumai.

En el Alto Xingu, los antiguos conflictos dieron lugar a relaciones pacíficas, que incluyen intercambios de objetos y rituales. Como observó el antropólogo Eduardo Galvão, en la época de la creación del Parque Indígena do Xingu (inicio de la década de 1960), los diferentes pueblos terminaron por especializarse en la confección o extracción de un determinado ítem, de modo de poder ingresar en la red de intercambios. De esta manera, los wuajá confeccionaban piezas de cerámica; los kamayurá, arcos de madera, los kuikuro y los kalapalo, collares de caramujo  (molusco gasterópodo acuático con concha en espiral), y así sucesivamente.

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Hasta hoy, son los rituales los que sedimentan un lenguaje común entre todos. En el kwarup (un tipo de ritual), se rinde homenaje a un jefe fallecido recientemente, que se extiende a otros fallecidos y estimados. El yawarí (una ceremonia) se realiza a propósito de muertos más antiguos y también en la iniciación de los jóvenes. Ambos rituales fortalecen la articulación entre los diferentes pueblos, marcando de modo simbólico la oposición entre la ferocidad guerrera (los invitados simulan ataques a la aldea de los anfitriones) y la reciprocidad reglada (intercambio de objetos y de servicios).